Técnicas modernas facilitam o tratamento da escoliose

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a escoliose afeta mais de 6 milhões de brasileiros. Ela pode ser causada por diversos fatores, mas 85% dos casos não têm causa exata, e geralmente estão associados a fatores genéticos, hormonais e à própria estrutura do organismo. As outras causas são alterações na formação das vértebras durante o nascimento e alterações neurológicas (em pacientes que apresentaram uma paralisia cerebral, por exemplo), fraturas e até mesmo alterações degenerativas (desgastes devido ao envelhecimento).

Tratamentos

Segundo o doutor Lourimar Tolêdo, ortopedista membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), os tratamentos mais frequentes atuam na correção dos desvios e no controle da dor com o objetivo de oferecer uma qualidade de vida satisfatória para os pacientes que apresentam esses desvios, além de interromper a própria progressão dessa deformidade.

Dentre os mais utilizados, estão:Atividades físicas supervisionadas por um professor de educação física ou fisioterapeuta; 

O uso de coletes, que pode ser indicado dependendo do grau da curvatura, da idade e do estado de maturidade esquelética do paciente; 

A fisioterapia;

E a cirurgia, nos casos mais graves, que envolve a colocação de implantes nas vértebras, que podem ser parafusos, hastes e ganchos. Serve para corrigir a deformidade, promovendo a correção da posição da coluna. Dessa forma, a coluna com os implantes ela vai ser submetida manobras para poder corrigir o desvio, alinhando as vértebras.

Avanços na cirurgia para corrigir desvio de coluna

Com relação ao tratamento cirúrgico, o aprimoramento das técnicas operatórias e a evolução dos equipamentos, instrumentais e dos implantes permitiram que uma segurança maior no procedimento, aumentando os  índices de sucesso.

“Hoje em dia, fala-se muito sobre um aparelho de navegação cirúrgica que é um equipamento acoplado a um computador que vai fazendo imagens em três dimensões durante cada procedimento e cada manipulação dos instrumentos e dos implantes que são usados na cirurgia”, ressalta Lourimar Tolêdo.

Essa tecnologia permite com que o cirurgião localize e atue com uma grande precisão no local cirúrgico com o auxílio dessas imagens feitas por tomografia computadorizadas em tempo real.

A segurança é muito grande porque essa tecnologia propicia  uma proteção importante para não haver lesões neurológicas (da medula e dos nervos), vasculares e abdominais. Isso também faz com que o tempo cirúrgico diminua, então os riscos de complicações, como hemorragias, infecções e até a necessidade de uso de medicamentos e anestesias por um tempo prolongado.

“Nesses procedimentos nós usamos também uma monitorização neurofisiológica, ou seja, o neurologista fica acompanhando tudo e mapeando todos os nervos da medula durante a cirurgia, diminuindo o risco de paraplegia para menos de 0,1%. Isso é um grande avanço”, enfatiza.

Cirurgia minimamente invasiva

O ortopedista explica que, no caso da escoliose degenerativa (quando nós temos a escoliose por um por motivos de alterações degenerativas – artrose), também há um avanço importante nessas técnicas nos aparelhos. São utilizadas as cirurgias minimamente invasivas para fazer a correção das deformidades, e a descompressão da medula e dos nervos que são afetados pelo desvio e pela artrose.

O procedimento pode ser feito através de incisões pequenas (de meio centímetro a 1 centímetro) nas quais são introduzidas tubos e cânulas, evitando lesões em tecidos sadios que estão ao redor e diminuindo o sangramento, o tempo cirúrgico e a recuperação do paciente.

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