Doenças frequentes

Doença de Scheuermann (Cifose juvenil)

É um problema comum observado em jovens e manifesta-se com um arqueamento anormal da coluna (gibosidade ou corcunda). A dor pode estar presente e, geralmente, se manifesta na puberdade.

É feito por meio de exame de raio-X, que mostra pelo menos três vértebras consecutivas mostrando uma cunha de 5° ou mais.

O tratamento inclui exercícios para as costas baseados em extensão e atividades posturais. Coletes ortopédicos podem ser recomendados para pacientes com curvas em torno de 50°.

A cirurgia para correção e estabilização da coluna vertebral está indicada nas curvaturas severas e dores debilitantes, sem melhora com o tratamento clínico.

Espondilolistese

A espondilolistese é um deslocamento anterior de uma vértebra da coluna sobre a outra. Dentre os sintomas estão dores na região lombar e nas nádegas; dormência, formigamento, dor, aperto muscular ou fraqueza na perna (ciática).

É feito por meio de exames de raio-X, podendo ser complementado por tomografia computadorizada e ressonância magnética.

O tratamento na crise pode incluir um curto período de descanso, medicamentos, órtese e fisioterapia.

É normalmente considerado somente após a falha dos tratamentos clínicos em aliviar adequadamente os sintomas durante um período significativo de tempo, ou se há evidência de envolvimento do nervo, como dormência ou formigamento, fraqueza muscular ou distúrbios de controle do intestino ou bexiga.

Doença degenerativa discal

É um tipo de condição em que os discos que ficam entre as vértebras da coluna se desidratam, perdendo sua função de amortecedor, sua altura e criando fissuras ou rupturas na sua camada externa. Ocorre mais frequentemente nos discos na região lombar e no pescoço (cervical). Essas alterações fazem parte do processo natural de envelhecimento e nem sempre há sintomas. Quando a doença degenerativa discal se torna dolorosa ou sintomática, a pessoa pode apresentar dores na região lombar ou no pescoço, podendo irradiar para os braços ou pernas e, às vezes, associadas com rigidez da coluna.

É iniciado por meio de exame físico detalhado e, dependendo de cada caso, complementado por exames complementares como raio-X, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

As estratégias iniciais incluem medicamentos e reabilitação física nos momentos de crise. Após essa fase, o paciente deverá ter hábitos saudáveis, como por exemplo, cessação do tabagismo, redução de peso e praticar atividades físicas com a orientação e supervisão de um fisioterapeuta ou educador físico.

A cirurgia mais comum é chamada de fusão ou artrodese. Durante o procedimento, o disco intervertebral doloroso é completamente removido e as vértebras acima e abaixo do disco são fundidas.

 

Hérnia de disco cervical

A hérnia de disco cervical é causada pelo desgaste dos discos intervertebrais na região do pescoço, que são estruturas cartilaginosas que agem como amortecedores entre uma vértebra e outra. Quando o disco se deteriora, a parte central dele se desloca. Com isso, os nervos da coluna são pressionados e provocam dor intensa, dormência, formigamento ou fraqueza nos ombros ou braços.

É feito por meio de avaliação clínica minuciosa para determinar a localização da dor e alterações neurológicas associadas. Exames de raios-X, tomografia ou ressonância magnética auxiliam nesta avaliação.

Pode incluir um curto período de descanso, uso de colar cervical, medicamentos, fisioterapia, exercícios supervisionados ou terapia de injeção peridural de esteróides (cortisona).

Nos casos em que o paciente não apresenta melhora ou quando existem alterações neurológicas importantes, a cirurgia pode ser necessária. Ela é muito eficaz na redução da dor nos braços e ombros. O objetivo dela é remover a parte do disco que está pressionando o nervo. Isso é feito por um procedimento chamado discectomia, podendo estar associado à estabilização e fusão das vértebras acima e abaixo do disco doente. Dependendo da localização da hérnia, o cirurgião pode fazer uma incisão na parte frontal ou posterior do pescoço para alcançar a coluna.

Escoliose

É um desvio lateral da coluna vertebral em forma de C ou S. Geralmente é assintomática e normalmente é observada na puberdade.

  • Congênita: indica que o paciente nasceu com a curvatura da coluna e é causada por uma falha das vértebras em formar-se ou separar-se individualmente.

 

  • Neuromuscular: é causada por distúrbios que incluem paralisia cerebral; distrofia muscular de Duchenne, que é uma doença neuromuscular caracterizada por fraqueza e perda de massa muscular progressiva; e mielomeningocele, uma malformação congênita em que uma parte da medula espinhal do bebê fica exposta.

 

  • Idiopática: recebe esse nome por ter causa desconhecida. É a mais comum e está dividida em três categorias de idade, com base na apresentação inicial da curvatura da coluna: infantil (até 2 anos de idade), juvenil (entre 3 e 10 anos) e do adolescente (entre 11 e 17 anos).

É feito por meio de avaliação clínica, com o paciente de frente, de costas e de perfil. Exames como o de raio-X identificam desvios no alinhamento da coluna vertebral, calculam o grau das curvaturas e mostram eventuais alterações ósseas. Em alguns casos, tomografia e ressonância podem ser solicitados.

Para pacientes com Escoliose Idiopática do Adolescente, curvas abaixo de 20º são observadas e aquelas entre 20º e 40º, uma órtese é recomendada. A cirurgia é indicada para corrigir curvas maiores que 40º a 50º, com intuito de impedir o agravamento de uma curva num esqueleto imaturo e corrigir a deformidade da coluna vertebral.

Estenose, mielopatia e radiculopatia cervicais

Estenose cervical é o estreitamento do espaço para a medula espinhal ou ramos nervosos na região do pescoço da coluna. Os principais sintomas são dor, formigamento e dormência nos braços.

Mielopatia cervical é uma doença que ocorre quando a medula espinhal sofre compressão por causa de alterações degenerativas na coluna causadas, na maioria dos casos, pelo envelhecimento. Causa perda de atividades manuais, como apertar botões, escrever ou pegar moedas; dor e rigidez no pescoço, formigamento e fraqueza nos braços e mãos, além de alterações na marcha.

Já a radiculopatia cervical ocorre quando há compressão de uma raiz do nervo espinhal no pescoço devido a artrose, hérnia de disco, trauma ou tumor. Se manifesta como dor que irradia do pescoço para uma região específica do braço, antebraço ou mão. Em muitos casos, isso será acompanhado por dormência e fraqueza.

Pode ser feito por meio de exames de raio-X, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

O tratamento para estenose e mielopatia cervicais inclui uso de colar cervical, utilização de medicamentos, fisioterapia e, nos casos que não melhoraram com essas medidas, aplicação de injeções de corticosteróide na região da coluna acometida.

A cirurgia é recomendada nos casos que não melhoraram com o tratamento clínico corretamente instituído ou quando há necessidade de realizar a descompressão da medula e raízes nervosas afetadas. Ela é associada à estabilização e alinhamento da coluna cervical.

Hérnia de disco lombar

A hérnia de disco lombar é causada pelo desgaste dos discos intervertebrais na região lombar, que são estruturas cartilaginosas que agem como almofadas entre uma vértebra e outra. Quando o disco se deteriora, a parte central dele se desloca. Com isso, os nervos da coluna são pressionados. A maioria das hérnias discais lombares ocorre nos dois discos mais inferiores da coluna, causando dor, dormência, formigamento ou fraqueza na perna (ciática). Em casos mais graves, pode ocorrer paralisia completa das pernas e perda do controle da urina e fezes.

É feito por meio de exame clínico detalhado para determinar a localização da dor, fraquezas, perda de sensibilidade ou reflexos nas pernas. Exames de raios-X, tomografia ou ressonância auxiliam nesta avaliação.

Pode incluir um curto período de descanso, medicamentos, fisioterapia, exercício ou terapia de injeção peridural de esteróides (cortisona).

Tem como objetivo fazer com que a hérnia de disco pare de pressionar e irritar os nervos, causando dor e fraqueza. O procedimento mais comum é a discectomia, na qual parte do disco afetado é removida. Uma pequena incisão é feita para a remoção do disco degenerado. Quaisquer esporões ósseos encontrados durante o procedimento também são retirados para descomprimir o nervo.

Osteoartrite

Também conhecida como artrose, é a forma mais comum de artrite, caracterizada por degeneração das cartilagens que revestem as articulações (juntas) e por alterações ósseas, entre elas os osteófitos, conhecidos como “bicos de papagaio”. Os sintomas mais comuns são dor, fraqueza ou dormência nas articulações das mãos, do pescoço, da região lombar, dos joelhos e dos quadris. Não há cura, mas é possível conviver com a doença por meio de controle.

 

É feito por meio de exame clínico, raio-X, cintilografia óssea, tomografia computadorizada  e/ou ressonância magnética.

Inclui medicação, fisioterapia e exercícios.

A cirurgia é recomendada quando a osteoartrite está contribuindo para a instabilidade da coluna vertebral ou se estiver afetando a medula e os nervos espinhais. Na intervenção é feita a descompressão neurológica da medula e nervos afetados com fusão das vértebras envolvidas (artrodese).

Traumatismo raquimedular

É a lesão da medula espinhal que causa paralisia temporária ou permanente na função motora, na sensibilidade ou no sistema nervoso autônomo, que é aquele que controla funções como respiração, circulação do sangue, controle de temperatura e digestão.

É feito por meio de estudos radiológicos, incluindo raio-X, tomografias computadorizadas e, em alguns casos, ressonância magnética para visualizar os danos ligamentares neurológicos.

Envolve a estabilização da coluna lesionada com auxílio de uma órtese externa, como colar, halo-colete ou colete. Mas, muitas vezes, o paciente pode precisar de uma intervenção cirúrgica.

A cirurgia envolve a colocação de placas ou hastes e parafusos de titânio e material de enxerto ósseo para fundir a coluna lesionada. A coluna pode ser realinhada ou o osso fraturado pode ser removido do canal vertebral para descomprimir a medula espinhal e nervos. Em alguns casos, há a necessidade de estabilização anterior (parte da frente da vértebra) com colocação de espaçadores ósseos e enxertos.

Osteoporose

A osteoporose é uma doença caracterizada pela baixa massa óssea, resultando em deterioração da estrutura dos ossos. Essa deterioração pode enfraquecer tanto os ossos a ponto de a pessoa ter uma fratura sem passar por um grande trauma. Os punhos, quadris e coluna estão em maior risco de danos por fraturas relacionadas à osteoporose.

Pode ser feito através do exame de densitometria óssea. Um exame simples de raios-X não é sensível o suficiente para detectar osteoporose até que uma quantidade substancial de osso seja perdida.

O tratamento deve abordar alguns fatores, como reposição de cálcio e vitamina D (da dieta ou com suplementos), exposição à luz do sol, medicamentos da classe dos bifosfonatos, além de exercícios de sustentação de peso, como caminhada e treinamento de força leve, todos necessários para construir ossos fortes.

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